Pesquisas recentes indicam que é possível adiar a menopausa em anos por meio de técnicas inovadoras de preservação do tecido ovariano
A menopausa é um processo biológico natural que marca o fim da vida reprodutiva da mulher que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos. Apesar de ser um evento inevitável, os avanços da Medicina Reprodutiva têm possibilitado intervenções cada vez mais eficazes que prometem adiar a menopausa em anos, prolongando a função hormonal e a fertilidade feminina.
Essa nova perspectiva não se limita apenas à fertilidade ou melhora dos sintomas típicos dessa fase. Ao adiar a menopausa em anos, também é possível retardar os efeitos metabólicos e cardiovasculares associados à queda dos níveis de hormônios como o estrogênio, o que proporciona melhor qualidade de vida e saúde a longo prazo.
Nesse sentido, o congelamento do tecido ovariano, técnica originalmente desenvolvida para preservar a fertilidade em pacientes oncológicas, tem sido adaptado e estudado para esse propósito com resultados cada vez mais promissores.
Entenda mais sobre a possibilidade de adiar a menopausa em anos no conteúdo a seguir.
Índice
Existem meios de prevenir a menopausa precoce?
A menopausa precoce é caracterizada pelo fim da reserva ovariana antes dos 40 anos. Ela pode ocorrer por fatores genéticos, autoimunes, metabólicos ou devido a tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia. Embora não haja uma maneira definitiva de impedir o processo completamente, medidas preventivas podem reduzir o risco e retardar o esgotamento dos folículos. Entre elas, podemos mencionar:
- Manter hábitos de vida saudáveis, com dieta equilibrada e prática regular de exercícios;
- Evitar o tabagismo, que acelera a perda folicular;
- Controlar doenças autoimunes e metabólicas;
- Avaliar periodicamente os níveis hormonais e a reserva ovariana, principalmente após os 30 anos.
Ainda assim, há casos em que esses cuidados não são suficientes e a menopausa precoce se torna uma realidade. É nesse contexto que existem alternativas capazes de adiar a menopausa em anos, permitindo uma atuação preventiva mais efetiva e personalizada.
Adiar a menopausa em anos: é possível?
Sim, adiar a menopausa em anos já é uma realidade em desenvolvimento clínico. O avanço dos estudos com técnicas de criopreservação e reimplante de tecido ovariano, coletado enquanto a mulher ainda é jovem, tem mostrado resultados promissores.
Estudos conduzidos por diversos grupos internacionais demonstram que o procedimento pode adiar a menopausa em anos, potencialmente entre 5 e 20, dependendo da quantidade e da qualidade do tecido preservado, bem como da idade da mulher no momento da coleta.
Além de postergar os sintomas típicos do período que precede a menopausa (chamado de climatério), como ondas de calor e alterações de humor, essa abordagem pode manter a produção natural de estrogênio por mais tempo, reduzindo o risco de osteoporose, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo.
Qual idade recomendada para realizar essa técnica?
Como mencionado, idade em que é realizada a coleta e o congelamento do tecido ovariano é um dos fatores determinantes para o sucesso da técnica. É recomendado que o procedimento seja feito antes dos 35 anos, quando a reserva folicular ainda é robusta e as células apresentam melhor qualidade.
Dessa maneira, as mulheres que realizam a criopreservação nessa faixa etária têm maiores chances de obter sucesso após o reimplante, aumentando a eficácia reprodutiva e de adiar a menopausa em anos. No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em consideração aspectos clínicos, hormonais e genéticos.
Como funciona o congelamento do tecido ovariano para adiar a menopausa?
O processo de criopreservação do tecido ovariano envolve etapas complexas, realizadas sob protocolos altamente controlados. Inicialmente, o médico retira uma pequena porção do córtex ovariano — camada que contém os folículos primordiais — por meio de uma cirurgia minimamente invasiva chamada laparoscopia.
Em seguida, o material coletado e selecionado é submetido a um processo de congelamento que impede a formação de cristais de gelo e preserva a integridade das células. Quando a paciente atinge a fase de transição para a menopausa ou mesmo sinais de menopausa precoce, o tecido é descongelado e reimplantado.
Após o enxerto, é esperado que o tecido ovariano se revascularize e retome gradualmente a produção hormonal e folicular. Esse restabelecimento da função endócrina é o que permite adiar a menopausa em anos, prolongando o equilíbrio hormonal natural da mulher.
Como já mencionado, os resultados variam conforme o volume de tecido reimplantado, a idade no momento da coleta e a técnica de criopreservação utilizada. Em casos bem-sucedidos, a função ovariana pode ser mantida por até uma década após o reimplante.
Vantagens de adiar a menopausa em anos
A possibilidade de adiar a menopausa em anos oferece vantagens e benefícios não apenas do ponto de vista reprodutivo, mas também metabólico e psicológico. Entre as principais, destacam-se:
- Equilíbrio hormonal prolongado, com redução dos sintomas típicos da menopausa, como ondas de calor e distúrbios do sono e humor;
- Proteção óssea e cardiovascular, uma vez que o estrogênio natural auxilia na prevenção de osteoporose e doenças cardíacas;
- Melhora da saúde cognitiva e emocional, pois há evidências de que níveis estáveis de estrogênio contribuem para a manutenção da memória e do bem-estar mental;
- Autonomia reprodutiva, uma vez que a menopausa adiada amplia o poder de escolha sobre o momento de encerrar a vida fértil.
No entanto, é importante salientar que, embora inovadora, a técnica é complexa e delicada, e por isso exige acompanhamento médico rigoroso. O uso do termo “adiar a menopausa em anos” deve ser compreendido dentro dos limites científicos atuais, com expectativas realistas e baseadas em evidências clínicas.
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