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Autor

ProFaM

Data

20 maio, 2025

Conheça os exames que podem ajudar a predizer suas chances de engravidar

A reserva ovariana é definida como a quantidade de folículos — as estruturas que abrigam os óvulos — existentes nos ovários. Quando falamos em reserva ovariana, falamos apenas da quantidade, e não da qualidade desses óvulos, o que se relaciona com o potencial de ser fertilizado para resultar em um bebê nascido vivo.

Bebês do sexo feminino nascem com aproximadamente 1 milhão de folículos. Ao longo dos anos, esse número vai diminuindo até não haver mais nenhum folículo quando a mulher chega à menopausa.

Para quem pretende engravidar mais tardiamente, fazer uma avaliação da reserva ovariana é fundamental para se programar. Continue a leitura deste texto para entender mais sobre esse tema.

Como a reserva ovariana afeta a fertilidade das mulheres?

A mulher, quando nasce, já possui todos os óvulos que terá durante sua vida. Isso é chamado de reserva ovariana, que diminui naturalmente à medida que ela vai envelhecendo, ou seja, quanto mais a idade avança, menor a quantidade de óvulos possíveis de serem fecundados e, consequentemente, menores as chances de uma gestação.

O que é a avaliação da reserva ovariana?

A avaliação da reserva ovariana é um conjunto de exames que medem a quantidade de folículos presentes no ovário. Vale destacar que o teste não aponta o quão fértil uma mulher é nem a qualidade dos óvulos.

Importância da avaliação da reserva ovariana

A avaliação da reserva ovariana aponta o potencial de fertilidade da mulher. É importante para os casos em que a mulher deseja engravidar mais tardiamente e também ajuda a prever quão bem ela responderá aos tratamentos de reprodução assistida.

Como é feita a avaliação da reserva ovariana?

A avaliação da reserva ovariana envolve a medição do hormônio folículo-estimulante (FSH) e do hormônio anti-mülleriano (AMH), feita por meio de um exame de sangue, e uma ultrassonografia transvaginal, para fazer a contagem de folículos antrais. O termo antral designa um estágio de desenvolvimento inicial do folículo que pode conter um óvulo imaturo, mas com capacidade de se desenvolver e amadurecer.

Ultrassonografia para contagem de folículos antrais (CFA)

A contagem de folículos antrais é a parte da avaliação da reserva ovariana realizada por ultrassonografia transvaginal. Por meio desse exame, é possível contar o número de folículos existentes dentro dos ovários. O ultrassom deve ser feito nos primeiros quatro dias do ciclo menstrual.

Dosagem do hormônio anti-mülleriano (AMH ou HAM)

O hormônio anti-mülleriano é produzido pelos folículos. Quanto maior o nível de HAM, maior o número de óvulos. Os níveis de HAM diminuem com a idade, porque a contagem de óvulos também diminui. Ao contrário do FSH, o HAM pode ser medido em qualquer ponto do ciclo.

Dosagens de FSH

O hormônio folículo-estimulante controla o crescimento dos óvulos. Os níveis desse hormônio aumentam conforme a mulher se aproxima da menopausa. O exame é feito por volta do terceiro dia do ciclo menstrual e sua dosagem pode determinar se a reserva ovariana está baixa.

Quais são os possíveis resultados da avaliação da reserva ovariana?

Os níveis normais de reserva ovariana podem variar entre laboratórios e profissionais de saúde, portanto não se deve interpretar ou comparar os resultados sem a ajuda de um médico.

É difícil atribuir uma boa pontuação para uma avaliação de reserva ovariana porque cada teste mede algo diferente. O especialista analisará o resultado de cada exame de sangue e do ultrassom para determinar se os níveis de reserva ovariana estão dentro da faixa normal.

No entanto, de maneira geral, para a contagem de folículos antrais, considera-se que uma reserva ovariana está dentro dos parâmetros esperados quando o número de folículos é superior a 8-10. Menos que isso significa que a reserva ovariana está comprometida.

Quanto à dosagem do hormônio anti-mülleriano, níveis de HAM inferiores a 1 ng/mL podem significar que o número de óvulos está diminuindo. Já para a dosagem de FSH, níveis abaixo de 10 mUI/mL podem indicar uma reserva ovariana comprometida.

O que fazer quando se tem baixa reserva ovariana?

Quando a avaliação da reserva ovariana mostra que a mulher possui uma quantidade baixa de folículos (óvulos) e ela deseja adiar a maternidade, existe a possibilidade de realizar um tratamento de preservação da fertilidade. Um deles é o congelamento de tecido ovariano.

Como o congelamento do tecido ovariano pode ajudar?

O congelamento de tecido ovariano permite que a mulher tenha boas chances de engravidar mais tardiamente. O procedimento envolve a remoção e o armazenamento de fragmentos de tecido ovariano para uso futuro, sendo, assim, uma boa opção para mulheres com baixa reserva ovariana. Ao optar pela gravidez, esse tecido é descongelado e reimplantado no corpo.

 

Fontes:

Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva

Cleveland Clinic