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Autor

ProFaM

Data

25 outubro, 2025

Pessoas em transição de gênero podem adotar estratégias para que seja possível realizar o sonho de ter filhos biológicos

Cada vez mais pessoas buscam viver de acordo com sua própria identidade de gênero. Para muitas delas, o processo de transição é transformador, pois é um momento de autodescoberta da própria autenticidade.

Além de toda a questão da identidade, muitas pessoas transgênero desejam ter filhos biológicos e formar uma família. Esse desejo é perfeitamente válido e compreensível, uma vez que construir vínculos familiares e vivenciar a maternidade ou paternidade é algo universal e independe da forma com que a pessoa se autoidentifica.

No entanto, o processo de transição de gênero envolve terapias hormonais que, muitas vezes, podem impactar diretamente na capacidade reprodutiva do indivíduo, dificultando ou mesmo impedindo a obtenção de uma gravidez espontânea.

Por isso, entender como fica a fertilidade das pessoas transgênero durante e após a transição é fundamental para quem deseja ter filhos no futuro. Saiba mais no conteúdo a seguir.

A terapia hormonal pode afetar a fertilidade em pessoas transgênero?

Sim, a terapia hormonal pode afetar a fertilidade das pessoas transgênero. Em mulheres trans, o tratamento com hormônios sexuais femininos, como o estrogênio e antiandrogênicos, impacta diretamente na produção de espermatozoides.

Já nos homens trans, a terapia com testosterona afeta a função ovariana, levando à interrupção dos ciclos menstruais (amenorreia) por conta da ausência de ovulações.

Como fica a fertilidade das pessoas transgênero?

Por conta do impacto causado pelo tratamento hormonal durante a transição, a fertilidade das pessoas transgênero é impactada. Tanto em mulheres quanto em homens trans, a interrupção da hormonioterapia pode fazer com que a produção de espermatozoides e óvulos seja retomada, mas nem sempre esse tipo de intervenção tem bons resultados de retomada da fertilidade.

Qual a importância da preservação da fertilidade em pessoas trans?

Como mencionado anteriormente, nem sempre a interrupção do tratamento hormonal é suficiente para retomar de maneira plena a fertilidade das pessoas transgênero. Ou seja, é necessário encontrar outros métodos para preservar a capacidade reprodutiva.

Atualmente, é possível conservar a fertilidade das pessoas transgênero por meio de técnicas específicas que coletam e mantêm em criopreservação gametas ou tecido ovariano. Diversos estudos indicam que essas técnicas são muito eficazes.

Opções de tratamentos para preservar a fertilidade em pessoas trans

Como dito, a preservação da fertilidade das pessoas transgênero passa por tratamentos que envolvem o congelamento de gametas ou de partes de tecido ovariano.

No caso das mulheres trans, a opção mais viável é a criopreservação do sêmen, que pode ser utilizado posteriormente em procedimentos como a inseminação intrauterina ou a Fertilização in Vitro (FIV).

Já os homens trans podem se beneficiar tanto do congelamento de óvulos, coletados antes do início da transição de gênero, quanto do congelamento do tecido ovariano, que é coletado e posteriormente reimplantado para retomar o desenvolvimento dos folículos e a liberação de óvulos maduros nos ciclos menstruais.

Entre essas técnicas, o congelamento do tecido ovariano tem se destacado por sua eficácia e por, após a reimplantação, aumentar as chances de se conquistar uma gravidez espontânea.

Em que fase da transição é indicado o congelamento do tecido ovariano?

O congelamento do tecido ovariano, como possibilidade de preservar a fertilidade das pessoas transgênero, deve ser realizado ainda no início do processo de transição, antes do começo da terapia hormonal com testosterona. Ou seja, a coleta do tecido deve ser feita com a função ovariana ainda plena, pois, assim, é possível obter uma boa quantidade de folículos preservados.

O que considerar antes da preservação da fertilidade?

A preservação da fertilidade das pessoas transgênero é um passo muito importante que faz parte de um processo ainda mais complexo que é a busca pela autoidentificação e por uma vida plena e com autenticidade. Por isso, é fundamental que a pessoa trans tenha certeza de que deseja passar pelos tratamentos de preservação da fertilidade.

É importante considerar também, no caso de tratamentos como o congelamento do tecido ovariano, que o homem trans precisará interromper a hormonização quando decidir reimplantar o tecido em busca de conquistar uma gravidez, para que a função ovariana seja plenamente retomada alguns meses após a implantação.

Como o tecido pode ser armazenado em criopreservação por muitos anos, é possível que o homem trans se prepare de maneira adequada para engravidar quando achar mais propício, possibilitando que a realização do sonho da paternidade se concretize da melhor maneira possível.

Onde realizar o congelamento do tecido ovariano?

A ProFaM é considerada uma referência em tratamentos de preservação da fertilidade como o congelamento do tecido ovariano de pessoas transgênero. Os profissionais e a infraestrutura são preparados para entender com empatia, humanização e personalização as demandas de cada paciente, direcionando-os pelo melhor caminho.

Para saber mais sobre como preservar a fertilidade das pessoas transgênero e como o congelamento do tecido ovariano pode ser fundamental para a realização do sonho de ter filhos biológicos, entre em contato!

 

Fontes:

ProFaM

National Institutes of Health

Associação Brasileira de Reprodução Assistida