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Autor

ProFaM

Data

02 agosto, 2025

A inflamação crônica, as alterações no ciclo menstrual e os efeitos colaterais dos medicamentos podem dificultar a concepção e prejudicar a gestação

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico do paciente ataca os tecidos saudáveis do corpo. A condição pode atingir a pele, o sistema nervoso, as articulações e os órgãos, causando manchas cutâneas, febre, dores nas articulações e fadiga. A doença não tem cura e passa por momentos de crise e de remissão, exigindo acompanhamento médico para o controle.

A condição é mais comum em mulheres em idade fértil. A gestação em pacientes com lúpus é considerada de alto risco, devido ao maior potencial de complicações tanto para a mãe quanto para o bebê, tornando importante o monitoramento da doença e o planejamento da gravidez. A seguir, saiba como o lúpus afeta a fertilidade feminina e a importância da preservação da fertilidade nesses casos.

Como o Lúpus afeta o corpo?

Antes de saber se o lúpus afeta a fertilidade feminina, é importante entender que se trata de uma doença autoimune crônica, em que o sistema imunológico ataca por engano os tecidos e órgãos saudáveis do próprio organismo. Por ser uma doença sistêmica, pode comprometer praticamente qualquer parte do corpo.

Na pele, ele provoca manchas vermelhas no rosto, sensibilidade ao sol, que pode causar inflamações e lesões cutâneas, além de problemas no couro cabeludo que levam à queda de cabelo. Muitas pessoas com lúpus também enfrentam dores nas articulações, principalmente nas mãos, punhos e joelhos, acompanhadas de rigidez pela manhã e fraqueza muscular.

Além desses sintomas mais visíveis, o lúpus pode atingir órgãos internos, como os rins, pulmões e o coração, comprometendo suas funções e exigindo cuidados específicos. Por atingir diferentes sistemas do corpo, a doença impõe uma série de desafios à saúde da mulher, incluindo questões relacionadas à saúde reprodutiva. Diante desse cenário, é comum que surjam dúvidas entre as pacientes sobre se e de que modo o lúpus afeta a fertilidade feminina.

O lúpus pode afetar a fertilidade feminina?

Na maioria dos casos, o lúpus não compromete diretamente a capacidade reprodutiva das mulheres, ainda que possa dificultar a concepção e evolução da gravidez em alguns casos. Na atividade do lúpus, o uso de certos medicamentos, alterações hormonais podem interferir no ciclo menstrual e na ovulação. Algumas mulheres, por exemplo, apresentam ciclos irregulares ou deixam de ovular. Nessas situações, o lúpus afeta a fertilidade feminina.

Além disso, casos mais graves da doença, especialmente quando há comprometimento de órgãos, como rins, pulmões, coração ou sistema nervoso, podem tornar a gestação perigosa para a mãe e para o bebê. Nessas situações, os riscos são tão altos que a gravidez pode não ser indicada. Portanto, o lúpus afeta a fertilidade feminina de forma indireta, devendo ser acompanhado.

Importância da preservação da fertilidade em mulheres com lúpus

Embora nem sempre comprometa diretamente a capacidade de engravidar, o lúpus afeta a fertilidade feminina devido a alguns tratamentos utilizados no controle da doença, como os imunossupressores, que podem afetar a função ovariana. Em casos mais severos, esses medicamentos podem até provocar menopausa precoce, reduzindo ou eliminando a chance de gestação.

Por isso, a preservação da fertilidade é fundamental para mulheres com lúpus que querem ter filhos no futuro. O congelamento de óvulos ou tecido ovariano permite que a paciente faça o tratamento necessário, já que a gravidez não é aconselhada nos períodos ativos da doença, sem medo de perder a capacidade reprodutiva. Isso também ajuda a reduzir a ansiedade relacionada ao processo.

Como funciona a preservação da fertilidade em mulheres com lúpus?

As mulheres com lúpus podem optar pelo congelamento de óvulos ou de tecido ovariano para preservar a fertilidade. Embora possam optar pelo congelamento de óvulos em alguns casos, esse processo exige tempo, pois inclui etapas, como a estimulação ovariana antes da coleta. Para pacientes que não podem esperar, que não podem usar hormônios ou que são mais jovens, o congelamento de tecido ovariano é a melhor opção, pois é mais rápido e dispensa a estimulação hormonal.

Quando considerar o congelamento de tecido ovariano?

Como o lúpus afeta a fertilidade feminina não apenas pelo próprio processo inflamatório da doença, mas também pelo uso de tratamentos que podem comprometer os ovários, o congelamento de tecido ovariano é indicado para essas pacientes em diversas condições, como:

  • Impossibilidade de realizar estimulação ovariana;
  • Início urgente do tratamento para lúpus;
  • Pacientes jovens, ainda no período menarca ou que são muito jovens para os métodos tradicionais;
  • Lúpus ativo;
  • Baixa reserva ovariana precoce.

Onde realizar a preservação da fertilidade?

A preservação da fertilidade deve ser realizada em clínicas especializadas em reprodução humana, preferencialmente com experiência no manejo de doenças autoimunes, já que o lúpus afeta a fertilidade feminina em alguns casos. É importante que o tratamento seja acompanhado pelo reumatologista da paciente, garantindo cuidados adequados para o lúpus e à fertilidade.

A ProFaM é especializada na preservação da fertilidade, destacando-se pelo serviço de congelamento de tecido ovariano. A clínica oferece um atendimento personalizado e humanizado para mulheres com lúpus e outras condições complexas, contando com uma equipe multidisciplinar altamente qualificada e tecnologia de ponta para garantir segurança e os melhores resultados possíveis.

Ao considerar a preservação da fertilidade, é essencial buscar um aconselhamento adequado. Entre em contato e saiba mais sobre o congelamento do tecido ovariano.

 

 

Fontes:

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Reumatologia