Descubra os sintomas da pré-menopausa e quando procurar orientação médica
É chamado de pré-menopausa, ou perimenopausa, o período de transição entre a idade fértil da mulher e a menopausa. Esse período pode durar de dois a oito anos. Durante esse tempo, o corpo libera óvulos com menos frequência, produz menos estrogênio e outros hormônios femininos, torna-se menos fértil e apresenta ciclos menstruais mais curtos e irregulares.
Para entender melhor a pré-menopausa, continue a leitura deste texto.
Índice
Como saber se você está entrando na pré-menopausa?
O principal sinal que pode indicar a pré-menopausa é a irregularidade (em fluxo e em duração) dos ciclos menstruais. Isto acontece em épocas diferentes para cada mulher, mas, em geral, a partir dos 40 anos ou mais tarde, a partir dos 45. A duração deste período de pré-menopausa também é diferente entre mulheres – para algumas pode durar apenas alguns meses, para outras, vários anos.
O que acontece com o corpo na pré-menopausa?
Neste período de transição ocorrem alterações hormonais importantes no corpo da mulher. A principal delas é a produção inconstante de estrogênio pelos ovários. Este hormônio ajuda no controle do ciclo menstrual e, na pré-menopausa, diminui e aumenta de forma irregular, o que se reflete em ciclos menstruais irregulares.
A produção de progesterona, outro hormônio fundamental no ciclo menstrual, também se altera e, na hipófise, a produção do hormônio folículo-estimulante (FSH), que estimula a liberação de óvulos maduros, também se torna errática.
Sintomas comuns e como identificá-los
A pré-menopausa não é exatamente igual para duas mulheres, porém, entre os sintomas mais comuns que podem surgir nesta fase, destacam-se:
- Alterações de humor;
- Alterações na libido;
- Dificuldade de concentração ou problemas de memória;
- Dores de cabeça;
- Suores noturnos;
- Ondas de calor;
- Secura vaginal;
- Dificuldade para dormir;
- Dores nas articulações e músculos;
- Transpiração excessiva;
- Necessidade frequente de urinar;
- Sintomas semelhantes aos da tensão pré-menstrual (TPM).
A importância dos exames de rotina na pré-menopausa
Os exames de rotina são fundamentais para acompanhar as mudanças que ocorrem no organismo da mulher durante a pré-menopausa. Consultas regulares com o ginecologista permitem avaliar o equilíbrio hormonal, a saúde reprodutiva e possíveis fatores de risco.
Entre os exames que podem ser recomendados estão avaliações hormonais, ultrassonografia e exames preventivos de saúde feminina. Dependendo da idade e do histórico de saúde da paciente, o médico também pode solicitar exames para acompanhar a saúde óssea, cardiovascular e metabólica.
É possível adiar a menopausa?
Sim. Nos últimos anos, avanços na medicina reprodutiva abriram novas possibilidades para mulheres que desejam prolongar a produção hormonal natural do corpo. Um desses métodos é o adiamento da menopausa por meio do congelamento de tecido ovariano.
Trata-se de uma técnica que consiste na retirada de fragmentos do ovário por meio de uma cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia). Esses fragmentos, que contêm milhares de folículos imaturos, são congelados e armazenados em condições especiais de laboratório.
Posteriormente, quando a paciente deseja recuperar sua função reprodutiva ou hormonal, o tecido pode ser descongelado e reimplantado. Dessa forma, o ovário retoma suas funções naturais, podendo liberar óvulos e produzir hormônios, mantendo a fertilidade e adiando a menopausa.
Adiamento da menopausa: para quem o procedimento pode ser indicado?
O adiamento da menopausa por meio do congelamento do tecido ovariano não é indicado para todas as mulheres, mas pode ser uma alternativa em situações específicas. A avaliação deve sempre ser feita por especialistas em medicina reprodutiva. Alguns perfis de pacientes podem se beneficiar mais desse tipo de abordagem:
Ideal para mulheres entre 25 e 35 anos
O congelamento de tecido ovariano costuma apresentar melhores resultados quando realizado em mulheres mais jovens, especialmente entre 25 e 35 anos. Nessa fase, o tecido ovariano ainda possui maior quantidade e qualidade de folículos, o que aumenta as chances de uma gravidez bem-sucedida no futuro.
Histórico familiar de menopausa precoce
Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce podem considerar essa alternativa, pois quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos, há maior risco de impactos na saúde hormonal e reprodutiva.
Mulheres com doenças ovarianas
Algumas condições médicas que afetam os ovários, como endometriose, síndrome dos ovários policísticos, entre outras, podem comprometer a reserva ovariana ao longo do tempo. Dependendo do diagnóstico, o congelamento de tecido ovariano pode ser uma estratégia de preservação da fertilidade e da função hormonal.
Necessidade de tratamentos oncológicos
Mulheres que serão submetidas a tratamentos como quimioterapia e radioterapia e que não possuem tempo ou condições clínicas para realizar o congelamento de óvulos podem ser candidatas ao congelamento de tecido ovariano. Esses tratamentos podem afetar a fertilidade e a função hormonal, e a preservação do tecido pode ajudar a restaurar parte dessa função no futuro.
Desejo de prolongar a produção hormonal natural
Algumas mulheres buscam no congelamento de tecido ovariano uma forma de prolongar a produção natural de hormônios e, potencialmente, adiar os sintomas associados à menopausa.
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Com uma equipe de profissionais que reúne diversas especialidades médicas, a ProfaM oferece atendimento personalizado e acompanhamento completo às pacientes, desde a avaliação inicial até a escolha pelo tratamento mais adequado.
Fontes
