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Autor

ProFaM

Data

15 outubro, 2025

Entenda os riscos do tratamento oncológico para os ovários e quais as opções para manter suas chances de engravidar no futuro

O transplante de medula óssea é uma opção de tratamento para doenças como leucemias e linfomas. No entanto, ele pode impactar significativamente a fertilidade feminina. Por isso, entender como esse tratamento afeta os ovários e conhecer as opções de preservação da fertilidade antes do transplante de medula, como o congelamento do tecido ovariano, é fundamental para mulheres em idade reprodutiva que passarão por esse procedimento.

Como o transplante de medula óssea pode afetar a fertilidade feminina?

O transplante de medula óssea é um procedimento médico que substitui a medula danificada ou doente de uma pessoa por uma medula saudável. Porém, esse tratamento pode afetar a fertilidade de várias maneiras. Primeiro, a quimioterapia ou radioterapia em altas doses usadas antes do transplante podem danificar os ovários, o que pode levar à infertilidade. Nas mulheres, isso pode resultar em falência ovariana prematura, também chamada de menopausa precoce, que ocorre quando os ovários param de funcionar antes dos 40 anos.

Segundo, se o transplante de medula óssea for alogênico (quando a medula é proveniente de um doador), as células imunológicas de quem a doou podem atacar os órgãos reprodutivos do receptor (condição chamada de doença do enxerto contra o hospedeiro) e pode afetar os ovários e o útero.

Além disso, o uso de certos medicamentos usados ​​para evitar que isso ocorra após um transplante de medula óssea também pode afetar a fertilidade.

Existe ainda o risco de a mulher encontrar dificuldades durante a gravidez e o parto depois de realizado o transplante, como maior risco de aborto espontâneo, parto prematuro, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, bebês com baixo peso ao nascer e necessidade de parto cesárea.

Por que fazer a preservação da fertilidade antes do transplante de medula?

A maioria das pessoas que faz um transplante de medula apresentará alterações na fertilidade e na saúde reprodutiva. Para algumas, essas alterações serão temporárias, enquanto outras sofrerão de infertilidade permanente ou dificuldades para engravidar e ter filhos.

Para quem necessita se submeter a um transplante de medula óssea, é importante discutir o potencial impacto do tratamento na fertilidade com o seu médico e as possibilidades de fazer um procedimento para preservação da fertilidade antes do transplante de medula.

Como preservar a fertilidade com congelamento do tecido ovariano?

Uma das técnicas mais promissoras para preservação da fertilidade antes do transplante de medula é o congelamento do tecido ovariano. Diferentemente do congelamento de óvulos, essa técnica não exige estimulação hormonal e pode ser realizada rapidamente, o que é ideal em situações em que o tratamento contra o câncer precisa começar com urgência.

Como essa técnica é realizada?

Com a paciente anestesiada, o cirurgião faz uma pequena incisão (corte) no abdômen. Em seguida, o tecido da superfície de um ovário, que contém óvulos imaturos, ou seja, que ainda não estão prontos para serem fecundados, é retirado. O procedimento é feito de maneira minimamente invasiva, por videolaparoscopia.

Esse tecido é então dividido em pequenos pedaços e congelado rapidamente para, em seguida, ser armazenado em nitrogênio líquido a baixas temperaturas. Após a conclusão do tratamento oncológico e a paciente que teve o tecido ovariano removido e congelado estar pronta para a restauração dos ovários, os médicos podem descongelar o tecido e devolvê-lo ao corpo.

O tecido congelado para transplante funcionará como um ovário normal ao retornar ao corpo, produzindo todos os hormônios e óvulos, restaurando a função ovulatória, a fertilidade e os períodos menstruais normais.

Após a reposição do tecido descongelado, a atividade ovariana deve começar ou ser retomada após alguns meses. Nesse momento, as tentativas de gravidez podem ser iniciadas sob a orientação de um especialista em fertilidade.

Vantagens da preservação da fertilidade antes do transplante de medula

Além de aumentar a possibilidade de gravidez, a preservação da fertilidade antes do transplante de medula com tecido ovariano também traz o benefício da produção hormonal. Ovários danificados frequentemente não conseguem produzir hormônios importantes, como estrogênio ou progesterona, exigindo que a mulher necessite de terapia hormonal.

O tecido ovariano saudável, previamente congelado, pode ser reimplantado após o tratamento para restaurar a produção hormonal natural, o que possibilita que, em alguns casos, a técnica ajude também a amenizar os sintomas da menopausa precoce.

Outras vantagens de fazer o congelamento de tecido ovariano é que o procedimento pode ser feito sem atrasar o tratamento oncológico, além de possibilitar uma gestação natural no futuro.

Onde realizar o congelamento do tecido ovariano?

Mulheres que estão considerando a possibilidade de realizar o congelamento de tecido ovariano devem buscar locais com experiência comprovada nessa técnica, infraestrutura adequada para o armazenamento do tecido e uma equipe multidisciplinar que possa orientá-las.

Uma das clínicas especializadas na preservação da fertilidade antes do transplante de medula, com atuação em técnicas avançadas como o congelamento de tecido ovariano, é a Clínica ProFaM.

A ProFaM é dedicada à saúde da mulher e à preservação da fertilidade, com abordagem personalizada, tecnologia de ponta e equipe multidisciplinar formada por médicos, embriologistas e especialistas em saúde reprodutiva. Entre em contato para saber mais.

 

Fontes:

Cancer Research UK

Johns Hopkins Medicine

Clínica ProFaM