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Autor

ProFaM

Data

11 dezembro, 2025

Entenda como é possível prolongar a função dos ovários, possibilitando a manutenção da fertilidade e o adiamento da chegada da menopausa

O envelhecimento é um processo natural do corpo humano, e nos ovários essa transformação pode ser percebida por meio da diminuição da reserva ovariana, que resulta na diminuição progressiva da fertilidade da mulher. Essa mudança culmina na menopausa, quando os ovários deixam de liberar óvulos e de produzir hormônios em quantidade suficiente.

Nos últimos anos, no entanto, os avanços da medicina reprodutiva têm oferecido alternativas para prolongar a função dos ovários, preservando tanto a fertilidade quanto o equilíbrio hormonal por mais tempo. Entre essas soluções, destacam-se técnicas como o congelamento de óvulos e o congelamento do tecido ovariano. Entenda mais no conteúdo a seguir.

Por que os ovários perdem a função com o tempo?

O envelhecimento ovariano é um fenômeno biológico inevitável. Desde o nascimento, as mulheres já possuem um número limitado de óvulos, e essa quantidade diminui a cada ciclo menstrual. Por volta dos 35 anos, a queda na qualidade e na quantidade de óvulos se acelera, reduzindo as chances de gravidez natural.

Quando a reserva ovariana se encerra, os ovários param de liberar óvulos maduros e reduzem drasticamente a produção de estrogênio e progesterona. Esse momento é chamado de menopausa e costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos.

Por envolver alterações importantes no equilíbrio hormonal, esse processo traz implicações não apenas para a fertilidade, mas também para a saúde óssea, cardiovascular e emocional. Daí a importância de estratégias que possam ajudar a prolongar a função dos ovários.

Quais as complicações decorrentes da menopausa precoce?

A menopausa precoce é uma condição que ocorre quando a função ovariana se encerra antes dos 40 anos, fazendo com que a mulher experiencie não somente a queda da fertilidade, mas também os sintomas típicos desse momento.

Além disso, a menopausa precoce pode trazer consequências específicas para a saúde da mulher, tais como:

  • Maior risco de osteoporose devido à baixa produção de estrogênio;
  • Alterações cardiovasculares, com aumento da predispocição a doenças cardíacas;
  • Sintomas típicos da menopausa — como ondas de calor, insônia, irritabilidade e secura vaginal — mais intensos;
  • Impacto psicológico e emocional, especialmente para mulheres que ainda querem engravidar.

Isso quer dizer que, nesses casos, buscar alternativas para prolongar a função dos ovários pode representar um ganho significativo em qualidade de vida e bem-estar.

Hoje em dia é possível prolongar a função dos ovários e adiar a menopausa?

Como entendido anteriormente, sim. Nas últimas décadas, a Medicina Reprodutiva tem se dedicado a desenvolver técnicas que permitem não apenas preservar a fertilidade, mas também adiar os efeitos da menopausa.

Nesse sentido, o congelamento de óvulos é uma das estratégias mais conhecidas, recomendada para mulheres que desejam ter filhos em idade mais avançada.

Além disso, o congelamento do tecido ovariano tem surgido nos últimos anos como uma solução realmente inovadora para prolongar a função dos ovários, pois não apenas preserva os folículos, mas também a capacidade de produzir hormônios.

Como funciona o congelamento de tecido ovariano?

O congelamento do tecido ovariano para prolongar a função dos ovários é um procedimento que envolve a retirada de pequenos fragmentos do ovário por meio de cirurgia minimamente invasiva realizada por meio de laparoscopia.

Esses fragmentos contêm milhares de folículos imaturos, que são processados em laboratório e armazenados em tanques de nitrogênio líquido a temperaturas extremamente baixas. Isso faz com que eles mantenham sua forma e função preservadas.

No futuro, quando a paciente desejar recuperar sua função reprodutiva ou hormonal, o tecido pode ser descongelado e reimplantado no corpo. Isso permite que os ovários voltem a funcionar, liberando hormônios e até possibilitando a ovulação natural.

Congelar o tecido ovariano realmente ajuda a prolongar a função dos ovários?

Sim. Estudos científicos já demonstraram que o reimplante de tecido ovariano pode restaurar a função hormonal e a fertilidade em muitas pacientes. Ou seja, ao prolongar a função dos ovários por meio deste tratamento, a mulher não tem aprimorada apenas a chance de engravidar no futuro, mas também de manter a qualidade de vida e a saúde global por mais tempo.

Qual a idade limite para se beneficiar da técnica?

A idade é um fator determinante para o sucesso do congelamento do tecido ovariano. Quanto mais jovem for a paciente, maior será a quantidade e a qualidade dos folículos disponíveis com qualidade. Por isso, o ideal é que o procedimento seja realizado até os 35 anos.

No entanto, em algumas situações, mulheres um pouco mais velhas também podem se beneficiar, desde que tenham boa saúde reprodutiva. Ou seja, a avaliação médica individualizada é essencial para indicar se a paciente pode realmente prolongar a função dos ovários por meio dessa técnica.

O procedimento é indicado para todas as idades?

Embora seja um recurso inovador, o congelamento do tecido ovariano para prolongar a função dos ovários não é indicado para todas as mulheres em qualquer fase da vida.

Como entendemos anteriormente, é necessário que haja folículos disponíveis. Por isso, o procedimento é mais adequado para aquelas que ainda estão em idade fértil e desejam preservar sua capacidade reprodutiva ou adiar a menopausa em um momento mais oportuno.

Já para as mulheres que estão na menopausa, a técnica não é eficaz, uma vez que a reserva ovariana já está esgotada. Por isso, o acompanhamento médico especializado é indispensável para definir a real indicação e para compreender os limites da possibilidade de prolongar a função dos ovários.

ProFaM: especialistas em congelamento do tecido ovariano

No Brasil, a ProFaM se destaca como referência em Medicina Reprodutiva e preservação da fertilidade. Com especialistas altamente qualificados, protocolos individualizados e infraestrutura moderna, oferece soluções inovadoras para mulheres que desejam prolongar a função dos ovários de forma segura.

Mais do que preservar a fertilidade, a ProFaM investe em inovação científica para proporcionar qualidade de vida e equilíbrio hormonal às pacientes. Assim, é possível desfrutar de todos os benefícios do congelamento do tecido ovariano com segurança e acompanhamento especializado.

 

Fontes:

ProFaM

Associação Brasileira de Reprodução Assistida