Saiba quais são os cuidados essenciais para evitar complicações
A criopreservação de tecido ovariano consiste no congelamento e armazenamento de tecido reprodutivo a temperaturas ultrabaixas para uso futuro. A técnica pode ser indicada para várias situações. O procedimento, embora seja relativamente simples e bastante seguro, requer alguns cuidados durante a recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano.
Continue a leitura para se manter informada sobre esses cuidados e como é realizada a criopreservação.
Índice
Quando a criopreservação do tecido ovariano é indicada?
A criopreservação de tecido ovariano é uma opção para preservar o potencial reprodutivo em pacientes que necessitam se submeter urgentemente à quimioterapia e/ou radioterapia agressivas ou que apresentam outras condições médicas que requerem tratamento e que podem ameaçar a função ovariana e a fertilidade.
Além disso, mulheres que aguardam transplante de células-tronco hematopoiéticas para o tratamento de doenças hematológicas benignas (anemia falciforme, talassemia major, anemia aplásica) e mulheres com doenças autoimunes que não respondem à terapia imunossupressora podem optar pela criopreservação de tecido ovariano.
Outras indicações potenciais incluem a preservação da fertilidade em pacientes com mutações genéticas que representam alto risco de falência ovariana prematura e pessoas em processo de transição de gênero que passarão por tratamentos hormonais e cirurgias de redesignação sexual.
Como a criopreservação do tecido ovariano é realizada?
O processo de criopreservação começa com a remoção cirúrgica do ovário – ou de parte dele, chamada de córtex ovariano, região rica em folículos primordiais (imaturos) – por laparoscopia. Este procedimento é realizado em ambiente hospitalar.
O tecido é então transferido para um laboratório de embriologia e cuidadosamente processado em pequenos fragmentos por embriologistas especializados. Em seguida, passa por um processo de resfriamento para evitar a formação de cristais de gelo, que poderiam danificar as células. O tecido é então armazenado em nitrogênio líquido a temperaturas abaixo de 196°C negativos por muitos anos, até que a paciente esteja pronta para engravidar.
Quando a mulher decide engravidar, o tecido ovariano criopreservado contendo os óvulos imaturos pode ser descongelado e imediatamente reimplantado no ovário da paciente ou próximo a ele.
Após alguns meses, já pode ser observada a restauração da função ovariana normal, dos ciclos menstruais e do desenvolvimento dos óvulos.
Etapas da recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano
A recuperação pós-criopreservação de tecido ovariano envolve duas fases distintas: a recuperação imediata da cirurgia e os cuidados essenciais após o procedimento.
Como é a recuperação imediata do procedimento?
Durante a imediata recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano é recomendado que as primeiras 24 horas sejam dedicadas principalmente ao repouso.
É comum, nas primeiras horas de recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano a mulher sentir leve desconforto abdominal, cólicas e, possivelmente, sonolência devido à anestesia geral.
O médico, neste período, pode prescrever medicamentos analgésicos para alívio da dor e do desconforto. Exames laboratoriais podem ser solicitados para avaliar hemograma, marcadores inflamatórios e estabilidade hormonal nesta etapa da recuperação pós criopreservação do tecido ovariano.
Quais os cuidados essenciais pós criopreservação?
Nos dias seguintes ao procedimento, ainda na fase de recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano, recomenda-se repouso relativo, refeições leves e evitar atividades físicas intensas, além de manter abstinência sexual por um período (geralmente cerca de 15 dias, dependendo da orientação médica).
Também é importante manter as incisões higienizadas e secas, comparecer às consultas de acompanhamento regular com a equipe médica e observar alterações no ciclo menstrual, já que o retorno da função ovariana pode levar semanas ou meses.
Caminhadas leves são recomendadas a partir do segundo dia de recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano para melhorar o fluxo sanguíneo e ajudar a prevenir coágulos e constipação. A dieta normal também pode ser retomada.
A maioria das pacientes pode retornar às suas atividades normais dentro de uma semana.
Quais os riscos e sinais de alerta no pós-operatório?
Embora seja um procedimento seguro, podem ocorrer complicações como infecção, hematoma e dor persistente no local. A paciente deve procurar atendimento imediato em casos de febre, dor intensa, sangramento anormal ou sinais de infecção. O acompanhamento rigoroso das instruções médicas no pós-operatório e o repouso inicial são fundamentais para uma boa recuperação.
Entre em contato conosco e saiba mais sobre a criopreservação do tecido ovariano!
Fontes:
