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Autor

ProFaM

Data

26 janeiro, 2026

Saiba quais são os cuidados essenciais para evitar complicações

A criopreservação de tecido ovariano consiste no congelamento e armazenamento de tecido reprodutivo a temperaturas ultrabaixas para uso futuro. A técnica pode ser indicada para várias situações. O procedimento, embora seja relativamente simples e bastante seguro, requer alguns cuidados durante a recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano.

Continue a leitura para se manter informada sobre esses cuidados e como é realizada a criopreservação.

Quando a criopreservação do tecido ovariano é indicada?

A criopreservação de tecido ovariano é uma opção para preservar o potencial reprodutivo em pacientes que necessitam se submeter urgentemente à quimioterapia e/ou radioterapia agressivas ou que apresentam outras condições médicas que requerem tratamento e que podem ameaçar a função ovariana e a fertilidade.

Além disso, mulheres que aguardam transplante de células-tronco hematopoiéticas para o tratamento de doenças hematológicas benignas (anemia falciforme, talassemia major, anemia aplásica) e mulheres com doenças autoimunes que não respondem à terapia imunossupressora podem optar pela criopreservação de tecido ovariano.

Outras indicações potenciais incluem a preservação da fertilidade em pacientes com mutações genéticas que representam alto risco de falência ovariana prematura e pessoas em processo de transição de gênero que passarão por tratamentos hormonais e cirurgias de redesignação sexual.

Como a criopreservação do tecido ovariano é realizada?

O processo de criopreservação começa com a remoção cirúrgica do ovário – ou de parte dele, chamada de córtex ovariano, região rica em folículos primordiais (imaturos) – por laparoscopia. Este procedimento é realizado em ambiente hospitalar.

O tecido é então transferido para um laboratório de embriologia e cuidadosamente processado em pequenos fragmentos por embriologistas especializados. Em seguida, passa por um processo de resfriamento para evitar a formação de cristais de gelo, que poderiam danificar as células. O tecido é então armazenado em nitrogênio líquido a temperaturas abaixo de 196°C negativos por muitos anos, até que a paciente esteja pronta para engravidar.

Quando a mulher decide engravidar, o tecido ovariano criopreservado contendo os óvulos imaturos pode ser descongelado e imediatamente reimplantado no ovário da paciente ou próximo a ele.

Após alguns meses, já pode ser observada a restauração da função ovariana normal, dos ciclos menstruais e do desenvolvimento dos óvulos.

Etapas da recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano

A recuperação pós-criopreservação de tecido ovariano envolve duas fases distintas: a recuperação imediata da cirurgia e os cuidados essenciais após o procedimento.

Como é a recuperação imediata do procedimento?

Durante a imediata recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano é recomendado que as primeiras 24 horas sejam dedicadas principalmente ao repouso.

É comum, nas primeiras horas de recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano a mulher sentir leve desconforto abdominal, cólicas e, possivelmente, sonolência devido à anestesia geral.

O médico, neste período, pode prescrever medicamentos analgésicos para alívio da dor e do desconforto. Exames laboratoriais podem ser solicitados para avaliar hemograma, marcadores inflamatórios e estabilidade hormonal nesta etapa da recuperação pós criopreservação do tecido ovariano.

Quais os cuidados essenciais pós criopreservação?

Nos dias seguintes ao procedimento, ainda na fase de recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano, recomenda-se repouso relativo, refeições leves e evitar atividades físicas intensas, além de manter abstinência sexual por um período (geralmente cerca de 15 dias, dependendo da orientação médica).

Também é importante manter as incisões higienizadas e secas, comparecer às consultas de acompanhamento regular com a equipe médica e observar alterações no ciclo menstrual, já que o retorno da função ovariana pode levar semanas ou meses.

Caminhadas leves são recomendadas a partir do segundo dia de recuperação pós-criopreservação do tecido ovariano para melhorar o fluxo sanguíneo e ajudar a prevenir coágulos e constipação. A dieta normal também pode ser retomada.

A maioria das pacientes pode retornar às suas atividades normais dentro de uma semana.

Quais os riscos e sinais de alerta no pós-operatório?

Embora seja um procedimento seguro, podem ocorrer complicações como infecção, hematoma e dor persistente no local. A paciente deve procurar atendimento imediato em casos de febre, dor intensa, sangramento anormal ou sinais de infecção. O acompanhamento rigoroso das instruções médicas no pós-operatório e o repouso inicial são fundamentais para uma boa recuperação.

Entre em contato conosco e saiba mais sobre a criopreservação do tecido ovariano!

 

Fontes:

ProFaM

Associação Americana de Medicina Reprodutiva