Saiba como as doenças autoimunes podem impactar a fertilidade e o que fazer para preservar sua saúde reprodutiva
Doenças autoimunes são condições em que o sistema imunológico ataca por engano as células e tecidos saudáveis do próprio corpo. Em vez de defender o organismo contra agentes externos, ele passa a identificar estruturas do corpo como inimigas. Existem mais de 80 tipos de doenças autoimunes, com diferentes níveis de gravidade e impactos sobre o organismo, incluindo o sistema reprodutivo.
Muitas pessoas não associam diretamente doenças autoimunes e infertilidade, mas essa relação é mais comum do que parece. Algumas dessas condições afetam diretamente os ovários, os hormônios e até a implantação do embrião no útero, interferindo na capacidade de engravidar naturalmente.
Índice
É possível engravidar tendo doença autoimune?
Sim, é possível engravidar mesmo convivendo com uma doença autoimune, mas esse processo pode exigir cuidados específicos. Dependendo do tipo e do estágio da doença, o acompanhamento médico se torna essencial, tanto para proteger a saúde da gestante quanto a do bebê.
A relação entre doenças autoimunes e infertilidade não significa que a gravidez é impossível, mas sim que ela pode apresentar desafios. Por isso, entender o impacto da doença no corpo e considerar estratégias como a preservação da fertilidade são passos importantes para quem deseja engravidar no futuro.
Relação entre doenças autoimunes e infertilidade
A ligação entre doenças autoimunes e infertilidade está principalmente no fato de que essas condições podem afetar os órgãos reprodutivos, os hormônios ou gerar inflamações crônicas que dificultam a concepção.
Além disso, alguns medicamentos utilizados no tratamento dessas doenças podem reduzir a reserva ovariana ou afetar o ciclo menstrual. Em outros casos, há risco aumentado de aborto espontâneo ou complicações durante a gestação.
O impacto varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como a idade, o tipo da doença e o tratamento adotado.
Doenças autoimunes comuns relacionadas à infertilidade
Algumas doenças autoimunes apresentam uma relação mais direta com alterações na fertilidade. Veja os principais exemplos:
Lúpus
O lúpus eritematoso sistêmico pode afetar múltiplos órgãos, inclusive os ovários. Além disso, aumenta o risco de abortos espontâneos, pré-eclâmpsia e parto prematuro. O acompanhamento ginecológico e reumatológico é fundamental para quem deseja engravidar com segurança.
Artrite reumatoide
Embora afete principalmente as articulações, a artrite reumatoide pode alterar a produção hormonal e aumentar os riscos durante a gravidez. Medicamentos usados no controle da doença também podem interferir na fertilidade.
Síndrome de Anticorpos Antifosfolípides (SAF)
Essa síndrome autoimune está fortemente relacionada à infertilidade e perdas gestacionais recorrentes. A SAF interfere na coagulação do sangue, o que pode dificultar a implantação do embrião e o desenvolvimento da gestação.
Tireoidite de Hashimoto
A inflamação autoimune da tireoide afeta o metabolismo hormonal e pode prejudicar a ovulação, dificultando a concepção. O controle dos níveis hormonais é essencial para garantir a fertilidade.
Doença celíaca
Embora mais conhecida por afetar o intestino, a doença celíaca também pode causar desequilíbrios hormonais e dificultar a gestação, principalmente quando não diagnosticada ou tratada.
Esclerose múltipla
Apesar de não afetar diretamente o sistema reprodutor, a esclerose múltipla exige cuidados especiais na hora de planejar uma gravidez, especialmente quanto à medicação utilizada.
Como preservar a fertilidade com congelamento de tecido ovariano?
O congelamento de tecido ovariano é uma técnica inovadora que pode ser considerada por pessoas diagnosticadas com doenças autoimunes. Através de uma pequena cirurgia, fragmentos do ovário são retirados e congelados para uso futuro. Isso permite preservar a fertilidade mesmo em situações em que a função ovariana está em risco, seja pelos efeitos da própria doença ou pelos tratamentos adotados.
Para quem convive com doenças autoimunes e infertilidade, essa é uma opção estratégica cada vez mais acessível. Além disso, o procedimento pode ser realizado sem necessidade de estímulo hormonal, o que é ideal para pessoas que não podem ou não desejam passar por essa etapa.
Onde realizar o congelamento de tecido ovariano?
A ProFaM é referência em preservação da fertilidade e oferece atendimento especializado para pessoas com doenças autoimunes e infertilidade. Contamos com uma equipe multidisciplinar, estrutura de ponta e protocolos seguros para o congelamento de tecido ovariano.
Aqui, cada paciente é acolhido com atenção e respeito, com planos personalizados que consideram seu histórico médico, suas expectativas e seus projetos de vida.
Cuidar da fertilidade é um gesto de amor-próprio e planejamento — e nós estamos aqui para ajudar.
Converse com a equipe da ProFaM e descubra como preservar sua fertilidade com segurança.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR)
