Restauração da fertilidade feminina é possível por meio do congelamento do tecido ovariano, oferecendo novas possibilidades de maternidade
Com o aumento da média de idade em que as mulheres decidem engravidar e da exposição a condições que podem comprometer a função ovariana, tem crescido cada vez mais a busca por alternativas que tenham como finalidade preservar ou recuperar a capacidade reprodutiva.
Uma das técnicas mais inovadoras que têm sido desenvolvidas com foco na restauração da fertilidade feminina é o congelamento do tecido ovariano. Esse procedimento é capaz de devolver a função hormonal e a fertilidade natural mesmo após o declínio da reserva ovariana ou a realização de tratamentos agressivos, como a quimioterapia.
Neste conteúdo, vamos explorar em mais detalhes as mudanças na capacidade fértil das mulheres ao longo dos anos e como o congelamento de tecido ovariano funciona com o objetivo de promover a restauração da fertilidade feminina.
Índice
Por que a fertilidade feminina diminui após os 35 anos?
A fertilidade feminina está diretamente relacionada à quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis nos ovários. Quando nasce, a mulher tem cerca de um a dois milhões de folículos. Ao longo da vida, esse número diminui de forma progressiva e irreversível. Após os 35 anos, essa queda se acentua, diminuindo ainda mais a capacidade de concepção natural.
Além da diminuição quantitativa, ocorre também uma piora na qualidade dos óvulos, o que aumenta a chance de aneuploidias (alterações cromossômicas) e reduz as chances de uma gestação saudável. Sendo assim, podemos afirmar que esse fenômeno também explica a queda na fertilidade feminina.
Entender esse declínio é fundamental para planejar estratégias e tratamentos que visem a restauração da fertilidade feminina, especialmente em mulheres que desejam adiar a maternidade ou que enfrentam doenças que impactam diretamente os ovários.
Fatores que influenciam na queda da fertilidade feminina
Embora o envelhecimento seja o principal fator, outras condições podem acelerar a perda da função ovariana e comprometer a fertilidade. Entre elas, podemos mencionar:
- Doenças autoimunes, que podem afetar diretamente o tecido ovariano;
- Tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia, que podem destruir folículos e induzir a falência ovariana precoce;
- Cirurgias ovarianas repetidas, que reduzem o volume funcional do órgão;
- Distúrbios endócrinos, como a síndrome dos ovários policísticos e disfunções da tireoide;
- Alterações anatômicas ou distúrbios do sistema reprodutor, como a endometriose;
- Fatores ambientais, incluindo tabagismo, poluição e exposição a toxinas reprodutivas.
Em alguns casos, esses elementos podem contribuir para o esgotamento da reserva ovariana mais cedo que o normal, levando à menopausa precoce ou infertilidade secundária. Vale mencionar, ainda, que há casos em que a infertilidade não tem causa aparente.
Na maioria desses casos, a restauração da fertilidade feminina com técnicas avançadas, como o congelamento do tecido ovariano, pode representar uma alternativa promissora para recuperar a função reprodutiva.
Restauração da fertilidade feminina com congelamento do tecido ovariano: como funciona?
A técnica do congelamento do tecido ovariano envolve a coleta de fragmentos do córtex do ovário por meio de um procedimento minimamente invasivo chamado laparoscopia. O material é processado e preservado em temperaturas muito baixas, permitindo sua conservação por tempo indeterminado.
Quando a paciente deseja engravidar ou restabelecer a função hormonal — como quando deseja adiar a menopausa, por exemplo —, o tecido é descongelado e reimplantado na própria pelve. Após o reimplante, os folículos retomam o seu desenvolvimento natural, com novas ovulações.
Estudos mostram a restauração da fertilidade feminina por meio do congelamento de tecido ovariano é muito eficaz, uma vez que muitas mulheres reimplantadas recuperam ciclos menstruais regulares e conseguem engravidar naturalmente, sem necessidade imediata de técnicas de Reprodução Assistida.
Benefícios da restauração da fertilidade feminina com congelamento do tecido ovariano
A restauração da fertilidade feminina por meio do congelamento de tecido ovariano oferece uma série de benefícios clínicos e emocionais. Além da possibilidade de concepção natural, o método apresenta vantagens relevantes em comparação a outras estratégias de preservação da fertilidade:
- Independência da maturação ovariana, pois a técnica pode ser realizada em qualquer fase do ciclo menstrual, inclusive em meninas pré-púberes;
- Recuperação hormonal natural, uma vez que o tecido reimplantado restabelece a produção de estrogênio e progesterona;
- Gestação espontânea sem a necessidade de tratamentos de Reprodução Assistida em muitos casos;
- Aplicação ideal para pacientes que precisam iniciar tratamentos de câncer e não podem esperar o processo de estimulação ovariana para o congelamento de óvulos maduros.
Dessa maneira, podemos concluir que os resultados reforçam o papel do congelamento do tecido ovariano como uma alternativa concreta e eficaz na restauração da fertilidade feminina, especialmente em casos em que outras técnicas apresentam limitações.
Congelamento do tecido ovariano ou de óvulos: qual escolher?
Embora ambas as técnicas visem preservar a fertilidade, existem diferenças fundamentais entre elas. O congelamento de óvulos é indicado para mulheres com reserva ovariana ainda adequada, que podem se submeter à estimulação hormonal para coletar óvulos maduros. Já o congelamento do tecido ovariano é mais versátil, pois não depende desse processo e pode ser realizado mesmo em situações emergenciais.
Assim, a escolha ideal depende da idade, do diagnóstico e dos objetivos reprodutivos da paciente. Por exemplo: se a mulher deseja apenas engravidar e tem reserva ovariana disponível, pode fazer o congelamento de óvulos.
Já nos casos em que o foco é a restauração da fertilidade feminina com a possibilidade de engravidar espontaneamente, o congelamento de tecido ovariano é mais vantajoso.
ProFaM: Clínica especializada em congelamento do tecido ovariano
A ProFaM é uma clínica de referência em Medicina Reprodutiva com foco em restauração da fertilidade feminina por meio do congelamento do tecido ovariano. Com uma equipe multidisciplinar, a clínica oferece um protocolo completo desde a avaliação da reserva ovariana até o reimplante do tecido.
Na ProFaM, a abordagem é individualizada e baseada em evidências científicas. Além disso, a clínica participa ativamente de pesquisas internacionais sobre a restauração da fertilidade feminina, contribuindo para o avanço da área e ampliando as possibilidades de maternidade para mulheres de todas as idades. Entre em contato para saber mais!
Fontes:
