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Autor

ProFaM

Data

15 maio, 2025

Saiba quando é indicada, seus benefícios e riscos

A menopausa, fase da vida da mulher que marca o fim do período reprodutivo, pode trazer consigo uma série de sintomas que impactam negativamente a qualidade de vida, como ondas de calor, dificuldades para dormir, irritabilidade, secura vaginal, entre tantos outros.

Uma opção de tratamento para alívio desses incômodos é a terapia de reposição hormonal na menopausa (TH). Neste conteúdo, você irá conferir como funciona a terapia de reposição hormonal e quais são os benefícios e riscos desse tratamento. Acompanhe a leitura!

Como funciona a terapia de reposição hormonal na menopausa?

A terapia de reposição hormonal na menopausa tem o objetivo de substituir os hormônios femininos, principalmente o estrogênio. A reposição de progesterona visa a proteção do endométrio (a parte interna do útero).

A terapia de reposição hormonal na menopausa pode incluir apenas o hormônio estrogênio (mulheres sem útero) ou uma combinação de estrogênio e progesterona (mulheres com útero), sendo esta a forma mais usada de terapia de reposição hormonal na menopausa. A reposição pode ser feita por várias vias de administração, como via oral por meio do uso de comprimidos, transdérmico através de géis e adesivos ou subcutâneos aplicados sobre a pele.

O tempo de tratamento, o tipo de hormônio, a forma de administração e a dosagem variam de mulher para mulher e devem ser orientados pelo médico. As sociedades de climatério preconizam a “janela terapêutica” (10 anos após a menopausa), que significa a prescrição mais precoce possível até os 60 anos, mas depende de cada paciente e sua história.

Por que fazer o tratamento de reposição hormonal na menopausa?

Algumas mulheres fazem terapia de reposição hormonal na menopausa para aliviar os sintomas comuns que surgem nessa fase da vida, principalmente os calores (fogachos). Além disso, o tratamento reduz o risco de doenças como osteoporose e doenças cardiovasculares.

As ondas de calor (ou fogachos) são, sim, um dos sintomas mais conhecidos da menopausa, mas estão longe de serem os únicos. A menopausa é uma fase de transição natural na vida da mulher que pode envolver diversas mudanças físicas, emocionais e cognitivas.

Outros sintomas comuns incluem:

  • Alterações de humor, como irritabilidade e tristeza;
  • Insônia ou dificuldade para dormir;
  • Diminuição da libido;
  • Ressecamento vaginal;
  • Ganho de peso e alterações no metabolismo;
  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
  • Queda de cabelo e alterações na pele.

Benefícios da terapia de reposição hormonal na menopausa

A terapia de reposição hormonal na menopausa, quando bem indicada e acompanhada por um médico, pode trazer vários benefícios à mulher, como:

  • Redução de sintomas como ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal, qualidade de sono ruim, irritabilidade e “névoa cerebral”;
  • Alívio dos sintomas vaginais, incluindo secura vaginal e suas consequências, como relações sexuais dolorosas;
  • Redução do risco de câncer colorretal;
  • Alívio para a bexiga hiperativa, reduzindo a vontade constante de ir ao banheiro e as infecções recorrentes do trato urinário, que são comuns na menopausa;
  • Redução dos riscos de osteoporose, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Muitas vezes, é necessário um período de tentativa e erro para chegar à melhor dose e ao melhor regime para a terapia de reposição hormonal na menopausa. Por isso, é essencial o acompanhamento médico durante esse tipo de tratamento.

Há possíveis riscos ou complicações?

Muitos fatores afetam a decisão de uma mulher em usar hormônios — e, se ela usa, é preciso avaliar o tipo de hormônio e qual via de administração seria melhor — para aliviar seus sintomas. Os fatores comuns incluem idade, condições de saúde, gravidade dos sintomas e opções de tratamento disponíveis.

Em relação à terapia de reposição hormonal na menopausa, os riscos a serem considerados incluem:

Principais riscos associados à terapia hormonal:

  • Câncer de mama:
    O uso combinado de estrogênio e progesterona está associado a um leve aumento do risco de câncer de mama, especialmente após 3 a 5 anos de uso contínuo. Esse risco parece ser menor com o uso isolado de estrogênio, geralmente indicado para mulheres histerectomizadas.
  • Doenças cardiovasculares:
    A terapia hormonal iniciada tardiamente (após os 60 anos ou mais de 10 anos após a menopausa) pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Esse risco é menor em mulheres mais jovens (< 60 anos) e na fase inicial do climatério.
  • Tromboembolismo venoso (TEV):
    O uso de estrogênios, especialmente por via oral, eleva o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A via transdérmica tem menor impacto sobre o risco trombótico e pode ser considerada em pacientes com fatores de risco moderados.
  • Câncer de endométrio:
    O uso isolado de estrogênio em mulheres com útero intacto aumenta o risco de hiperplasia e câncer de endométrio. Por isso, nesses casos, a progesterona é adicionada para proteger o endométrio.

Quando considerar a terapia de reposição hormonal?

A TRH não é indicada para todas as mulheres, mas pode ser extremamente benéfica quando bem indicada. A decisão deve ser feita após avaliação clínica detalhada, levando em conta os sintomas, os riscos individuais e as preferências da paciente.

Indicações da terapia de reposição hormonal na menopausa

  • Sintomas vasomotores moderados a intensos: Como ondas de calor, sudorese noturna, insônia e palpitações, que interferem significativamente na qualidade de vida.
  • Sintomas genitourinários da menopausa: Ressecamento vaginal, dor durante a relação sexual (dispareunia), infecções urinárias recorrentes e incontinência urinária leve. Pode-se utilizar TRH local (vaginal) nesses casos.
  • Prevenção da osteoporose: Em mulheres com alto risco de fraturas e intolerância ou contraindicação a outros tratamentos para osteoporose.
  • Mulheres com menopausa precoce ou falência ovariana prematura: Antes dos 40 anos. A TRH está indicada até a idade média da menopausa (cerca de 50 anos), a fim de reduzir riscos cardiovasculares, ósseos e cognitivos.
  • Alterações de humor e qualidade de vida: Algumas mulheres se beneficiam com melhora no humor, na libido e no bem-estar geral com o uso da TRH, desde que não haja contraindicações.

 Contraindicações à TRH

  • Câncer de mama ou endométrio (histórico atual ou anterior);
  • Doença hepática ativa;
  • Tromboembolismo venoso prévio;
  • Doença cardiovascular ou AVC recentes;
  • Sangramento vaginal não investigado.

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Fontes:

The Menopause Society

Cleveland Clinic

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia