Doença pode impactar significativamente a qualidade de vida, a fertilidade e o bem-estar físico e emocional da mulher
A endometriose é uma condição crônica estrogênio-dependente caracterizada pela implantação de tecido endometrial (que reveste o útero) fora da cavidade uterina, eventulamente, esse tecido é encontrado nos ovários, resultando na formação dos chamados “cistos de chocolate”, devido ao seu tom marrom escuro. Contudo, o tecido também pode se implantar nas tubas uterinas, em qualquer local da pelve, no trato gastrointestinalou bexiga!
A endometriose é uma condição comum que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em todo o mundo, sendo diagnosticada, em geral, em mulheres com idade entre 20 e 30 anos.
Os médicos classificam a doença em estágios que vão de 1 a 4, conforme a localização do tecido endometrial no corpo, a extensão da sua disseminação e a quantidade de tecido presente nessas áreas.
Índice
O que causa a endometriose?
As causas da endometriose ainda não são conhecidas, mas pesquisadores estão investigando possíveis conexões entre a endometriose e condições como menstruação retrógrada, problemas no sistema imunológico e distúrbios hormonais Células tronco, além de outras!
Pesquisas mostram que existem alguns fatores que aumentam o risco de uma pessoa desenvolver endometriose, incluindo:
- Mãe, irmã ou filha que tem endometriose;
- Um útero anormal, diagnosticado por um médico;
- Menstruação precoce (antes dos 11 anos);
- Menstruação intensa com duração superior a sete dias;
- Não ter filhos.
Quais são os sintomas da endometriose?
Os sinais mais comuns de endometriose são dor e infertilidade. A dor geralmente se manifesta como cólicas menstruais dolorosas que podem irradiar para o abdômen ou para a região lombar e dor durante ou após as relações sexuais.
Outros sintomas da endometriose podem incluir:
- Diarreia ou prisão de ventre durante o período menstrual;
- Distensão abominal (inchaço)
- Fadiga ou falta de energia;
- Dor ao urinar ou evacuar durante o período menstrual;
- Dificuldade para engravidar.
A jornada da mulher com endometriose variar de pessoa para pessoa. Mulheres com endometriose podem apresentar alguns desses sintomas, todos eles ou nenhum. Ter dor intensa ou outros sintomas não significa necessariamente que a endometriose seja mais grave.
Como é a barriga de quem tem endometriose?
Muitas mulheres com endometriose relatam inchaço abdominal, especialmente no período menstrual. Esse inchaço pode ser acompanhado de sensação de peso, gases e desconforto, sendo resultado do processo inflamatório causado pela doença.
Como é realizado o diagnóstico da endometriose?
Os médicos podem diagnosticara endometriose com base nos sintomas apresentados pela paciente, no seu histórico médico ou em um exame físico. Existem ainda alguns exames que podem ser indicados para confirmação da condição, como:
Não existe exame laboratorial, procedimento ou exame de imagem que possa diagnosticar a endometriose. Uma boa consulta médica com exame ginecológico detalhado basta para o diagnóstico
Quais complicações podem ser causadas pela endometriose?
Existem diversas complicações que podem ocorrer em quem tem endometriose. A doença pode causar dores que afetam o bem-estar e a vida diária, além de impactar a fertilidade.
Além da dor crônica e da infertilidade, a endometriose grave pode levar a complicações como problemas intestinais ou na bexiga
Quais as opções de tratamentos para endometriose?
A endometriose não tem cura definitiva, mas existem tratamentos que ajudam a controlar a doença. Encontrar o tratamento certo depende de muitos fatores, incluindo idade e sintomas, além do desejo da mulher de ter ou não filhos. Em geral, o tratamento da endometriose pode ser feito com medicamentos ou cirurgia.
Tratamento medicamentoso
Os tratamentos mais comuns para endometriose que não requerem cirurgia são a terapia hormonal e o controle da dor.
As alterações hormonais normais, produzidas pelos ovários, principalmente a secreção de estrogênios, podem piorar a dor da endometriose. Assim, tratamentos, que visam o bloqueio da função dos ováriosque são hormonais podem alterar os níveis hormonais ou impedir que o corpo produza certos hormônios. As opções mais comuns de terapia hormonal incluem:
- Anticoncepcionais orais com estrogênio e progesterona para controle hormonal;
- Progestinas para interromper a menstruação e o crescimento do tecido endometrial;
- Antagonista do hormônio liberador de gonadotrofina para limitar a produção de hormônios ovarianos;
- Agonista do hormônio liberador de gonadotrofina para inibir os hormônios ovarianos.
Analgésicos, incluindo anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), podem ser eficazes no controle da dor da endometriose.
Cirurgia de endometriose
Pacientes com endometriose mais avançada, dor que não melhora com outros tratamentos ou que estão tentando engravidar podem precisar de cirurgia. A laparoscopia é a técnica cirúrgica mais comum para tratar a endometriose.
Durante esse procedimento, o cirurgião faz algumas pequenas incisões no abdômen. Em uma das incisões, ele insere um tubo fino com uma luz e uma câmera. Nas outras incisões, ele insere pequenos instrumentos, que são usados para remover o tecido endometrial. O cirurgião também pode remover qualquer tecido cicatricial que tenha se formado na área.
Outras opções de tratamentos cirúrgicos são a histerectomia, um procedimento que remove o útero, e a ooforectomia, que remove os ovários, com ou sem histerectomia. Isso interromperá a liberação de hormônios e deverá tratar definitivamente a endometriose, mas induzirá a menopausa.
A remoção dos ovários reduzirá significativamente os níveis de estrogênio e diminuirá ou interromperá o crescimento do tecido endometrial. No entanto, esse procedimento acarreta riscos e efeitos colaterais da menopausa, incluindo ondas de calor, perda óssea, doenças cardíacas, diminuição da libido, problemas de memória e depressão ou ansiedade. Por esses motivos, a decisão de realizar a ooforectomia deve ser tomada em conjunto pela paciente e seu médico, com base em fatores específicos de cada caso e nos objetivos pessoais da paciente.
Após uma histerectomia, a mulher não consegue mais engravidar.
Preservação da fertilidade de mulheres com endometriose
A endometriose é uma das condições mais comuns associadas à infertilidade feminina. O tecido cicatricial da endometriose pode afetar a liberação de óvulos pelos ovários ou bloquear a passagem do óvulo pelas tubas uterinas, impedindo sua fertilização.
No entanto, muitas mulheres com endometriose ou infertilidade relacionada à doença ainda podem engravidar e levar uma gravidez a termo com sucesso. Existem opções de tratamento, incluindo o congelamento de tecido ovariano, uma alternativa que permite preservar o potencial reprodutivo.
A endometriose pode reduzir de forma progressiva a reserva ovariana. Além disso, cirurgias repetidas para remoção de lesões podem comprometer ainda mais a quantidade e a qualidade dos óvulos disponíveis. Nesse contexto, o congelamento de tecido ovariano surge como uma estratégia para preservar o potencial reprodutivo antes que a doença ou seus tratamentos causem danos irreversíveis.
Como o congelamento de tecido ovariano funciona?
O congelamento de tecido ovariano é uma estratégia essencial para mulheres diagnosticadas com endometriose, especialmente aquelas que enfrentam:
- Endometriomas de grandes dimensões que exigem cirurgia;
- Cirurgias repetidas que podem impactar a função ovariana;
- Planejamento reprodutivo futuro com risco de insuficiência ovariana prematura.
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Fontes