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Autor

Dr. Eduardo Schor

Data

02 fevereiro, 2026

Excelência médica e tecnologia avançada na preservação da fertilidade feminina garantem segurança e eficácia do procedimento

Longe de ser uma novidade, o congelamento de tecido ovariano tem sido utilizado por médicos e pesquisadores há décadas. O primeiro transplante ovariano bem-sucedido foi realizado no ano 2000 e, em 2004, nasceu o primeiro bebê pós-transplante.

De acordo com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSKCC), em um artigo de março de 2023, cerca de 200 bebês já haviam nascido até aquele ano a partir de tecido ovariano congelado. Metade das mulheres engravidou naturalmente e a outra metade após fertilização in vitro (FIV).

No entanto, com o avanço da medicina reprodutiva, essa técnica tem se mostrado importante em outros cenários, como, por exemplo, para quem deseja adiar a menopausa em anos. Independentemente do caso que leve uma pessoa a considerar o congelamento, muitas ainda se perguntam se o congelamento de tecido ovariano é seguro.

Esse texto traz informações que podem ajudar na obtenção dessa resposta.

Quando o congelamento do tecido ovariano é indicado?

O congelamento do tecido ovariano pode ser indicado nas seguintes situações:

  • Mulheres adultas e crianças pré-púberes que precisam realizar tratamentos oncológicos que podem impactar a fertilidade;
  • Mulheres com doenças autoimunes;
  • Pessoas transgênero que desejam realizar transição hormonal ou cirurgia;
  • Mulheres que desejam adiar a maternidade e que não querem passar por uma terapia hormonal exigida no tratamento de congelamento de óvulos;
  • Mulheres com histórico de menopausa precoce;
  • Mulheres com condições benignas de saúde, como endometriose, que podem impactar a fertilidade;
  • Mulheres que desejam adiar a menopausa, minimizando assim seus sintomas e riscos à saúde relacionados à queda de hormônios.

Em qualquer dessas situações, vale destacar que o congelamento de tecido ovariano é seguro e pode ser realizado em clínicas especializadas com tranquilidade.

Como o congelamento do tecido ovariano funciona?

No congelamento de tecido ovariano, parte ou todo o ovário da paciente é removido cirurgicamente e cortado em tiras finas que posteriormente serão congeladas em vários frascos separados a uma temperatura de 196º negativos. Este tecido contém folículos que podem ser utilizados para restaurar a função ovariana e a fertilidade.

O congelamento do tecido ovariano é seguro?

O congelamento do tecido ovariano é seguro e representa uma alternativa importante para a preservação da fertilidade feminina. Trata-se de uma técnica consolidada, com respaldo científico e resultados positivos em diferentes países.

Estudos científicos demonstram que o congelamento do tecido ovariano é seguro e eficaz, com taxas de sucesso significativas em termos de restauração da função ovariana e nascimentos vivos após transplante​.

A coleta do tecido ovariano afeta a reserva ovariana atual?

Essa é uma questão que também preocupa as mulheres quando elas se questionam se o congelamento do tecido ovariano é seguro. No entanto, a retirada de uma pequena porção do ovário não costuma causar impacto significativo na função ovariana. Por isso, considera-se que o congelamento do tecido ovariano é seguro também em relação à preservação da reserva ovariana remanescente.

O transplante de tecido ovariano (reimplante) é seguro?

Quando a mulher opta por usar o tecido ovariano criopreservado, ele é descongelado e reimplantado cirurgicamente no corpo, procedimento conhecido como transplante. Os riscos dessa etapa são baixos, o que torna o congelamento de tecido ovariano seguro.

O reimplante do tecido previamente congelado já resultou em restauração da função hormonal e gestações bem-sucedidas. Uma vez implantado com sucesso, o tecido ovariano levará alguns meses para começar a produzir hormônios e amadurecer os óvulos. Para a mulher que deseja engravidar, existe a possibilidade de concepção natural.

O congelamento de tecido ovariano é seguro e não representa nenhum risco aumentado para a mulher ou para os bebês que ela possa conceber posteriormente.

Entre em contato com a ProfaM para saber mais!

 

Fontes:

Clínica ProFaM

Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva

National Health Service