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Autor

Dr. Eduardo Schor

Data

30 agosto, 2026

A endometriose pode dificultar a gestação, mas não impede que toda mulher engravide. Entender a doença e conhecer as opções de preservação da fertilidade faz toda a diferença no planejamento reprodutivo

A dúvida sobre quem tem endometriose pode engravidar é uma das mais comuns entre mulheres que recebem o diagnóstico desta condição, especialmente aquelas que desejam ter filhos no futuro. Afinal, a doença está frequentemente associada à infertilidade, mas isso não significa que a gravidez seja impossível.

A relação entre endometriose e fertilidade depende de diversos fatores, como a extensão da doença, a idade da mulher, a reserva ovariana e o comprometimento dos órgãos reprodutivos. Enquanto algumas pacientes engravidam espontaneamente, outras podem precisar de tratamento ou de estratégias para preservar sua fertilidade.

Causas e fatores de risco da endometriose

A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero. Esses implantes podem atingir os ovários, as trompas, o peritônio, o intestino, a bexiga e, em casos mais complexos, outras regiões da pelve.

Embora a causa exata da doença ainda não seja completamente conhecida, acredita-se que ela resulte da combinação de fatores hormonais, genéticos, imunológicos e inflamatórios. Uma das teorias mais aceitas é a da menstruação retrógrada, em que parte do fluxo menstrual retorna pelas trompas e alcança a cavidade abdominal.

No entanto, como esse fenômeno ocorre em muitas mulheres sem causar endometriose, outros mecanismos também estão envolvidos.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Histórico familiar de endometriose;
  • Menstruação precoce (menarca);
  • Ciclos menstruais curtos;
  • Fluxo menstrual intenso ou prolongado;
  • Nunca ter engravidado;
  • Alterações hormonais relacionadas ao estrogênio.

A doença pode se desenvolver de forma silenciosa durante anos, o que faz com que muitas mulheres recebam o diagnóstico apenas quando apresentam dor intensa ou dificuldades para engravidar.

Como o diagnóstico da endometriose é confirmado?

O diagnóstico da endometriose começa a partir da avaliação clínica realizada pelo ginecologista, que investiga sintomas como dor pélvica crônica, cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias relacionadas ao ciclo menstrual e dificuldade para engravidar.

Em seguida, exames de imagem ajudam a identificar os focos da doença. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve são os principais métodos utilizados para avaliar a extensão da endometriose profunda.

Em algumas situações, principalmente quando há dúvidas diagnósticas ou necessidade de tratamento cirúrgico, a videolaparoscopia pode ser indicada. Além de permitir a visualização direta das lesões, o procedimento possibilita sua remoção e a confirmação por análise histopatológica.

Confirmar o diagnóstico é um passo importante para responder uma das principais dúvidas das pacientes: quem tem endometriose pode engravidar? Isso porque, quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as possibilidades de controlar os sintomas, preservar a função ovariana e planejar a fertilidade de forma adequada.

Quais são as complicações da endometriose?

Entre as maiores preocupações após o diagnóstico está entender quem tem endometriose pode engravidar e quais complicações podem comprometer a fertilidade ao longo do tempo. A endometriose vai muito além das cólicas menstruais. Trata-se de uma condição inflamatória que pode comprometer significativamente a qualidade de vida e a saúde reprodutiva da mulher.

Entre as principais complicações estão a dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e urinárias, formação de aderências entre órgãos, desenvolvimento de endometriomas ovarianos e redução da reserva ovariana.

Outro aspecto importante é que a própria evolução da doença pode causar danos progressivos aos ovários. Além disso, algumas cirurgias para retirada dos focos de endometriose também podem impactar a quantidade de folículos ovarianos, tornando o questionamento “quem tem endometriose pode engravidar” bastante relevante.

Por isso, mulheres diagnosticadas com endometriose que desejam engravidar no futuro devem conversar precocemente com um especialista em fertilidade para avaliar estratégias de preservação da função ovariana.

Quem tem endometriose pode engravidar?

Sim. Quem tem endometriose pode engravidar, mas as chances variam conforme o estágio da doença, a idade da paciente, a reserva ovariana e o comprometimento das estruturas reprodutivas.

Estima-se que entre 30% e 50% das mulheres com endometriose apresentem dificuldades para engravidar. Por outro lado, muitas conseguem uma gestação espontânea, especialmente quando a doença é leve e diagnosticada precocemente.

Nos casos em que há infertilidade, diferentes abordagens podem ser consideradas, incluindo tratamento medicamentoso, cirurgia, técnicas de reprodução assistida e preservação da fertilidade quando indicada.

O acompanhamento individualizado é essencial para definir o melhor momento para tentar engravidar e quais estratégias oferecem maiores chances de sucesso. Isso significa, portanto, que quem tem endometriose pode engravidar, mas pode ser necessário um acompanhamento especializado para viabilizar a gestação.

Por que a endometriose dificulta a gravidez?

A endometriose pode afetar a fertilidade por diversos mecanismos.

A inflamação causada pela doença altera o ambiente da pelve e pode prejudicar a qualidade dos óvulos, a fecundação e o desenvolvimento inicial do embrião. Além disso, aderências podem modificar a anatomia das trompas e dos ovários, dificultando o encontro entre óvulo e espermatozoide.

Quando há endometriomas ovarianos, parte do tecido saudável do ovário pode ser comprometida, reduzindo gradualmente a reserva ovariana. Em alguns casos, o tratamento cirúrgico necessário para controlar a doença também pode contribuir para essa redução.

Por esse motivo, o planejamento reprodutivo deve fazer parte do cuidado desde o momento do diagnóstico, principalmente em mulheres que pretendem adiar a maternidade. Dessa forma, é possível garantir que quem tem endometriose pode engravidar.

O congelamento do tecido ovariano como aliado de quem tem endometriose

O congelamento do tecido ovariano é uma alternativa inovadora para mulheres com endometriose que apresentam risco de perda da função ovariana ao longo da evolução da doença ou após tratamentos cirúrgicos.

A técnica consiste na retirada de uma pequena porção do córtex do ovário — região que concentra a maior parte dos folículos — para criopreservação em temperaturas extremamente baixas.

No futuro, esse tecido poderá ser reimplantado, permitindo restaurar a função ovariana e possibilitando uma gestação natural ou associada às técnicas de reprodução assistida, conforme cada caso.

Além da preservação da fertilidade, o procedimento também pode contribuir para manter a produção hormonal do ovário após o reimplante.

Como funciona a preservação da fertilidade por meio do congelamento do tecido ovariano?

Essa estratégia pode ser indicada principalmente para pacientes que desejam saber quem tem endometriose pode engravidar mesmo após tratamentos que possam afetar os ovários. O procedimento é realizado por videolaparoscopia, uma cirurgia minimamente invasiva que permite retirar cuidadosamente parte do tecido ovariano preservando o restante do ovário.

Após a coleta, o material passa por um rigoroso processo de preparação e congelamento em laboratório especializado, permanecendo armazenado até que a paciente decida utilizá-lo.

Quando chega o momento de buscar a gravidez ou restaurar a função ovariana, o tecido pode ser descongelado e reimplantado. Em muitos casos, ele volta a produzir hormônios e óvulos de forma natural.

Essa estratégia é especialmente importante para mulheres que precisam realizar cirurgias ovarianas repetidas, apresentam diminuição da reserva ovariana ou desejam preservar seu potencial reprodutivo antes que a doença progrida.

Por isso, para mulheres que desejam saber quem tem endometriose pode engravidar no futuro, conversar precocemente com um especialista em preservação da fertilidade pode fazer toda a diferença no planejamento reprodutivo.

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A ProFaM é uma organização global dedicada à preservação da fertilidade e ao atraso da menopausa, promovendo mais qualidade de vida e longevidade saudável para as mulheres. Seu trabalho une inovação, conhecimento científico e atendimento especializado para oferecer soluções personalizadas em diferentes momentos da vida reprodutiva.

Para mulheres com endometriose, a ProFaM oferece acompanhamento individualizado e orientações sobre estratégias de preservação da fertilidade, como o congelamento do tecido ovariano. Dessa forma, cada paciente pode planejar seu futuro reprodutivo com mais segurança, autonomia e acesso às opções mais adequadas para o seu caso.

Se você está se questionando se quem tem endometriose pode engravidar, entre em contato e agende uma consulta para saber mais sobre o tema.

Fontes:

Associação Brasileira de Reprodução Assistida;

ProFam.